|
MEU CORAÇAO
Meu coração è dum rapaz de vinte anos: ri, chora, consoante ele quer. Se lhe dá para cantar, é italiano, por aquele sangue que herdou quando nasci:
Se lhe dá para chorar, é caboverdeano: Sempre com sentido no pobre e nos que podem, sempre pronto a cair num qualquer engano, levado pela sua confiança e boa fé.
Não tem sossego, não tem proveito! De vez em quando pula-me no peito: Ponho-me a escrever e pronto, ei-lo contente!...
Mas no outro dia veio com atrevimentos, e como o chamasse à ordem e ao respeito, virou-se
para mim e disse: VELHO RABUJENTO !...
S E R G I O F R U S O N I |