MEU CORAÇAO

Meu coração è dum rapaz de vinte anos:

ri, chora, consoante ele quer.

Se lhe dá para cantar, é italiano,

por aquele sangue que herdou quando nasci:

 

Se lhe dá para chorar, é caboverdeano:

Sempre com sentido no pobre e nos que podem,

sempre pronto a cair num qualquer engano,

levado pela sua confiança e boa fé.

 

Não tem sossego, não tem proveito!

De vez em quando pula-me no peito:

Ponho-me a escrever e… pronto, ei-lo contente!...

 

Mas no outro dia veio com atrevimentos,

e como o chamasse à ordem e ao respeito,

virou-se para mim e disse: “ VELHO RABUJENTO “ !...

 

S E R G I O   F R U S O N I

V o l t a r