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A preservação da Casa Adriana é um assunto muito polémico que dividiu a sociedade mindelense, mobilizou muitas opiniões e despoletou um grande movimento cívico. Muita tinta correu. Culminou com a demolição do edifício que foi um choque para grande parte dos mindelenses ficando esta cidade amputada de mais um belo exemplar de arquitectura colonial do sec. XX. Este poema, ao mesmo tempo que foi inspirado no acto bárbaro da demolição deste símbolo da cidade do Mindelo é também a minha última homenagem à casa Adriana, à sua memória e aos seus sucessivos ocupantes. |
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O Monte
Cara o sorriso me devolve, Pensativo
medito no meu destino, Silêncio Ruídos
metálicos invadem o ar. Endireito-me,
questionando este cenário, Mas, pela
colina acima a traição espreitava. Como que
por magia cercado me vi. Ferido
de morte por terra tombei. Silêncio Parem com
isso
..!!! O ruído
de disputas ao longe, Tinta,
tinta, muita tinta corre.
O massacre
recomeça.
Silêncio . Tento erguer.
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