(À mulher cabo-verdiana, em preito
de homenagem à sua tenacidade,
estóica resistência e capacidade de sacrifício nas longas
e dolorosas
secas que ciclicamente assolam o arquipélago atlântico. Ao descer
a
um baixo patamar de sobrevivência, nunca perdeu a singularidade
humana que caracteriza a gente cabo-verdiana; pelo contrário, parece
que é nessas alturas que a solidariedade humana entre os mais
deserdados da fortuna adquire maior sublimidade. Lição de humanidade
a rondar a transcendência espiritual que é certamente o sonho longínquo
da espécie humana.)
SOBREVIVÊNCIA
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Magra é
ela como a lenha que leva De seu peito
o ânimo não se despegou
Adriano Miranda Lima |