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Nunca
palavras o dirão
Só o rumor do mar
Entre as pedras
Guarda o testemunho
Do ofício fúnebre celebrado
No sepulcro da inglesa.
Quando todas as rezas
Se consumirem
E a memória
Já não fizer caso
Eis que o mar e o vento
Na sua telúrica cumplicidade
Com as vozes da terra
E do infinito
Reproduzirão eternamente
O epitáfio que o tempo levou
E o requiem que ninguém ouviu.
Adriano Miranda Lima
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