Halcyon Air inicia actividade em Março - 02-02-2007

Aproveitando a realização da BTL-Bolsa de Turismo de Lisboa, a Halcyon Air, nova companhia aérea caboverdeana, fez o anúncio oficial do seu lançamento através do seu Presidente do Conselho de Administração, Spencer Lima, e do accionista Soltrópico, representado pelo seu Director-Geral, Armando Ferreira.

Visando o tráfego étnico (entenda-se a comunidade emigrada que visita Cabo Verde) e o tráfego turístico, que aumentou 20% de 2005 para 2006, em consequência da crescente visibilidade internacional de Cabo Verde obtida por via dos diversos investimentos imobiliário-turísticos de envergadura, nacionais e estrangeiros, a Halcyon Air sustenta-se em estimativas que prevêm que Cabo Verde poderá atingir, em breve, os 290.000 turistas e dentro de 5 anos 1.000.000 de visitantes.

Face a este rápido crescimento consideram os responsáveis da Halcyon Air que existem condições para o aparecimento de uma 2ª operadora de transporte aéreo regular, resultante da parceria entre investidores portugueses e caboverdeanos. Operarão com um avião ATR-42 de 48 lugares, já disponível, devendo a certificação da aeronave permitir o arranque das actividades no mês de Março. Em Julho/Agosto a frota integrará uma 2ª unidade para o tráfego interno.

A Halcyon Air voará, desde o início, entre as ilhas do Sal, Boavista, Santiago, São Vicente e Fogo e contemplará, em meados de 2007, Maio e São Nicolau. No 2º semestre voarão para o Senegal e Guiné-Bissau.

Para voos internacionais "charter turístico", também uma opção no horizonte da Halcyon Air, a escolha recairá em aeronaves Boeing 757 ou 737-800.
Armando Ferreira (esq.); Spencer Lima
Os voos de excursão dos turistas serão também uma vertente importante do mercado da Halcyon Air. A empresa inicia a actividade com programas excursionais para Santiago, ilha montanhosa e muito verde em certas alturas do ano, Boavista, de lindas praias de areais extensos, e Fogo, esta, com o seu emblemático vulcão, detentora de uma paisagem exótica e capaz de oferecer experiências e sensações únicas.

Em presença de um mercado em expansão a Halcyon Air não pretende competir no mesmo mercado do(s) operador(es) existentes antes aproveitar um mercado turístico actual, ainda não servido nas suas pretensões e necessidades, e um mercado potencial futuro. Os preços serão mais baixos do que os actualmente praticados "democratizando" o transporte aéreo numa geografia "ingrata" como é a de um arquipélago de 9 ilhas. A quota de mercado projectada pela Halcyon Air é de 30%.

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