Dúvida
Eu
ando atrelado a uma grande dúvida
Trancado numa escuridão aterradora,
O abismal ergástulo que me estraga a vida,
Pensando se há ou não uma Luz libertadora.
Mas,
dentro da escuridão cavernosa insisto
Na corda melódica uma harmonia anímica
E deixo vibrar no éter o gemido dum grito
Num gesto de me aliviar duma dor fatídica.
Embora
a lua meu pensamento aclare
A noite cavernosa de estrelas fulmíneas
Insistem minhas trevas atoladas na areia
Da
dúvida, numa cabeça louca, que equipare
A luz que desfalece enquanto a noite cresce
Uma algema, que morde o âmago e reaparece.
Domingos
Barbosa da Silva
22.01.06