Foi
ele...
E
foi ele...
que na aurora dos tempos
nas históricas páginas viu
o futuro fulgente, merecedor
nas remotas medulas da soberania
nas cinzentas partes do firmamento
nos enleios de telúrico amor
nas crenças jovens e apocalípticas.
E
foi ele ...
o país parecia um tanto fechado
compatrícios quase todos sisudos
contra uma rocha poderosa pesava
o pranto ressequido dos poemas.
Até
que o herói valoroso descobriu
sobre o cúmulo das nuvens secas
brancas cúpulas e brotos de melodia
mesclados nas chuvas de intolerância
a afinar as cordas da liberdade.
E
foi ele...
com uma costela cá e outra lá
no reino jovem da mãe terra
que não esperou por ele
na sua visão primeira teve:
transpor a parede invisível
que o homem plantava na consciência;
que muro é este no horizonte?
E
foi ele...
que a sorte ingrata da vida
atraiçoada pelo desprezo da época
sufocando as esperanças esperançadas.
E
foi
E foi Cabral ...