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Este acordo
foi conseguido através de negociações directas
com o agrupamento EDP/ADP tendo como pano fundo concertações
político-diplomáticas ao mais alto nível e a
vontade do Governo português, em apoiar Cabo Verde na resolução
da situação de emergência energética em
que nos encontramos. Se por
um lado o Governo irá ganhar o controlo da empresa, sobra o
desafio de mobilização de recursos para a realização
dos investimentos para cobrir o défice acumulado de produção
e antecipar as necessidades futuras. Neste sentido queria pedir a todas as MDPC o desdobramento de diligências tendo em vista a identificação e a mobilização de parcerias e recursos para permitir a plena realização dos investimentos necessários para a normalização da produção e distribuição da energia em CV. Naturalmente
que estou a pensar em financiamentos públicos (donativos, empréstimos
e instrumentos conexos) e privados. Vamos, pois, potenciar os nossos
contactos político-diplomáticos, o conhecimento dos
meios empresariais e de investimento e capitalizar as simpatias pessoais
e políticas para a mobilização tempestiva de
recursos e de investimentos. Neste exercício, a articulação com a Direcção Geral da Industria e Energia (MECC), a Direcção Geral do Plano (MFAP) e a Direcção Geral da Cooperação Internacional (MNEC) é essencial para a salvaguarda da coerência, focalização e harmonização das intervenções e despiste do risco de duplicação de esforços.
Victor
Borges
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